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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Invasores de Corpos

Outro dia esbarrei neste belíssimo hack no Hackaday: o camarada pegou um TRS-80 Model 100 com a placa-mãe condenada, viu que tanto o LCD quanto o teclado estavam 100% bons... e fez um transplante de alma no bicho. Agora a CPU dele é um microcontrolador Atmel AT90USB1286. Moderno, mas, apropriadamente, ainda de 8 bits.



Para quem não tem tanta habilidade com o ferro de solda, existe este dispositivo vendido pela Vesalia, o Keyrah. (Agradecimentos a Giovanni Nunes pela dica.) Ele transforma um simples teclado matricial de contato (nove em cada dez micros clássicos tem um desse tipo) em um teclado USB normal padrão HID, que funciona em qualquer PC meia-boca. Ou num Raspberry Pi, num ODROID-2... as possibilidades são ilimitadas.

Ele foi feito pra micros da Commodore, mas não vejo dificuldades intransponíveis em usar outro layout (Sinclair, TRS-80 etc.) mudando o mapa de teclas por software.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Arqueologia cartuchística

Sem mais nada produtivo pra fazer nesta manhã de feriado, resolvi explorar um cartucho de CoCo por dentro. Um joguinho educacional modo-texto bem besta chamado "Bingo Math".





Baseado nesta referência pra pinagem do slot, levantei a pinagem do chip:



É quase ‐ quase ‐ a pinagem de uma EPROM 2732 de 4 KB, mas não exatamente. O pino de endereço A11 vai no que seria o Enable. Esquisito. Desse jeito, a cada 1 KB o conteúdo da ROM apareceria e desapareceria. Acredito que este chip não seja realmente compatível com a 2732. Procurei pelos números/códigos que aparecem impressos nele e não achei nada. Que catzo de ROM é esta?

Ah, e o espaço vago pra chip está perfeitamente em paralelo com o ocupado, pino a pino. O que não serve pra fluido seminal nenhum.

Antevejo gambiarras.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

CoConcurso de Programação!

O pessoal da Cloud9 está promovendo um concurso de programação para o TRS-80 Color Computer.



Tira a poeira dos teus LEAU e LBNE e vai à luta, mofío!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O Original e o Clone

Ainda no tema da minha participação no podcast Retrocomputaria...

O Daniel Campos do AMX Project conseguiu um LZ Color64, que vem a ser o clone de TRS-80 Color Computer fabricado pela empresa em que trabalhei nos idos de mil e novecentos e lá vai fumaça. Eu não via uma máquina dessas em pessoa há pelo menos 25 anos.



Fizemos um comparativo entre o visual do pai e o do filho bastardo. Como o Daniel suspeitava, o vídeo do Color64 tem algo de marca no reino da Dinapodre:



Antevejo uma intervenção de Tio Trucco avizinhando-se no horizonte. Não seria a primeira do gênero.

domingo, 30 de setembro de 2012

Da série "Jogo do Qual Ninguém Lembra Mas Existiu, Juro"

Outhouse para o TRS-80 modelo I/III (CP-500/CP-300/DGT1000/D8000 no nosso Brasil Varonil), depois portado para o Color Computer (vulgo CP400 e outros em Pindorama). Objetivo do jogo: seu disco voador tem que evitar que ladrões roubem todo o papel higiênico do seu banheiro externo ("casinha" ou, em inglês, "outhouse").

Cumequié? Sim, é isso mesmo que você acabou de ler. Taqui a prova em vídeo:



Sim, os anos 80 foram estranhos.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Um papo sobre o TRS-80 Color Computer

Com Boisy Pitre (hacker de hardware fera e criador da Liber809) e Jerry Heep, engenheiro da Radio Shack que participou do projeto e criação do CoCo.


Parte 1:



Parte 2:



Parte 3:



Boisy fala sobre os vídeos. Traduzido da mensagem dele na Lista CoCo. Minhas notas em itálico:

Oi, pessoal.

Agora que o terceiro e último vídeo foi publicado, fechando a série, eu gostaria de responder a alguns comentários e perguntas da lista.

A idéia de fazer esta série de vídeos foi oferecida pelo Grupo de Mídia Social da Radio Shack, depois que eu contactei Jerry Heep (o engenheiro nos vídeos) sobre a possibilidade de entrevistá-lo para o livro. Jerry teve que passar pelo departamento de Relações Públicas da RS e, para crédito deles, não só me permitiram o acesso ao Jerry, mas me ofereceram acesso ao repositório de documentação em Fort Worth. (Local da sede da Radio Shack.) Logo depois, deram a idéia dos vídeos para o YouTube. Fiquei sinceramente chocado pelo nível de cooperação e entusiasmo. Isto não só é excelente divulgação para o livro, mas também um grande estímulo para a comunidade CoCo.

Marcamos a minha viagem para Fort Worth, onde fizemos a filmagem e passei um tempo com o Jerry e outros engenheiros da Radio Shack. Gravamos mais de duas horas de vídeo do Jerry e eu simplesmente batendo papo, num estúdio improvisado com lâmpadas quentes, câmeras profissionais, serviço completo. Depois do almoço, ficamos no laboratório do Jerry pelo resto do dia.

Houve alguns comentários sobre o conteúdo do vídeo. Sobre o livro do Frank (Swygert, "Tandy's Little Wonder", 1991): eu me expressei sem pensar; não foi da melhor maneira, mas eu não quis menosprezar seu trabalho. Estávamos tendo uma conversa de rumo aleatório e, sinceramente, é uma experiência nova estar nessa situação, tendo cada palavra que você diz registrada. Enviei ao Frank uma mensagem privada me explicando, e ele respondeu camaradamente.

Jerry Heep falou bastante mas, por algum motivo, quem editou o vídeo decidiu colocar a maior parte do blablablá dos meus trechos. Não tive nenhum poder de decisão quanto a isso. A edição foi feita pela equipe de Mídia Social, eu eu não fazia idéia de como o resultado final sairia até dias antes do vídeo ser publicado no YouTube.

A propósito, Jerry é um cara fantástico. Ele participou do projeto do Color Computer, embora não como líder. Mais detalhes no livro.

Enorme crédito para a Radio Shack. Foi algo grande, reconhecendo o papel deles no produto que venderam, e fazendo isso também reconheceram as pessoas (vocês) que fizeram do Color Computer o sucesso que ele foi. No fim do vídeo, eles inclusive pedem memórias e histórias no Twitter deles usando a hashtag #RSCOCO. Eu encorajo vocês a participar desse diálogo, já que isso mostra que havia, e ainda há, interesse no CoCo.

Estejam certos: estou mantendo contato com a Radio Shack, e eles estão prestando atenção. Eles estão observando as estatísticas dos vídeos para ver quantas pessoas estão assistindo. E não para por aí. Daqui a pouco, eles começarão a promover esta série no Facebook e Twitter, bem como na newsletter deles.

Nunca se sabe que coisas interessantes surgirão disto.