Retro Thing.
Esse é o blog que este blog gostaria de ter sido. Tem retro-de tudo lá. Até, vejam vocês, retrocomputação.
Comparing PETG and PCTG Filaments
Há 2 horas


Em 1951 o Harwell Dekatron era um de, talvez, uma dúzia de computadores no mundo, e desde então ele tem vivido uma vida boa, sobreviveu intacto enquanto seus contemporâneos eram reciclados ou destruídos. Sendo o mais antigo computador digital do mundo ainda em funcionamento, ele oferece um fantástico contraste com a reconstrução do nosso Colossus do tempo da guerra (N. do T.: é um daqueles com o qual o Turing hackeou os nazistas), que foi o primeiro computador eletrônico semi-programável.
A restauração foi um grande desafio, precisamos trabalhar com válvulas, relés e leitores de fita de papel que são raramente vistos hoje em dia e certamente não se encontram em computadores modernos. Os membros mais velhos da equipe tiveram que tirar a poeira de velhas habilidades; os mais jovens tiveram que aprender do zero.



O módulo azul é o computador em si - todo o resto são periféricos opcionais. Dentro do computador tem um barramento do tipo S-100 e uma enorme fonte de alimentação. A configuração mínima é com uma placa de processador (originalmente 8080, mas depois o Z80 ficou mais popular) que normalmente incluia um pouco de memória RAM (uns 256 bytes, por exemplo).A propósito: Não se fazem mais teclados como esse. :(
Para fazer qualquer coisa com esta configuração mínima, você tem que colocar um programa na RAM depois de ligar a máquina. Isso é feito pelo painel frontal, que tem as chaves que você mencionou e um monte de luzinhas. Você coloca o endereço desejado em algumas das chaves (em binário!!!) e o dado em outras e aperta um botão "grava" para escrever na memória. Você também pode ler qualquer posição de memória e executar programas passo a passo ou em velocidade normal. Ou seja: o painel frontal é uma implementação em hardware do "debug" do DOS.
Mesmo quem começou com uma configuração mínima logo comprou mais placas de expansão. Uma placa com um programa de boot em ROM combinado com um controlador de discos, por exemplo, torna desnecessário todo o trabalho que descrevi acima. Umas placas de expansão de RAM são necessáŕias para rodar programas sérios. O CP/M precisa de pelo menos 20KB, por exemplo. Uma placa de porta serial pode ser ligada a um terminal, e ai a entrada e saída passa a ser texto normal e não números binários. Uma alternativa é uma placa de vídeo interna, como nos PCs modernos.