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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Achei uma música que eu considerava perdida!

O programa Esporte Espetacular existe na Globo desde os anos 70. Em 1981 e 1982, eles tinham um quadro chamado "Teste" que era... um teste. Dã. No início do programa eles faziam uma pergunta qualquer sobre esportes, e no fim do programa davam a resposta. Por exemplo, no programa que foi ao ar em 10 de abril de 1982, a pergunta era esta:

"No GP disputado no último domingo em Long Beach, Niki Lauda venceu pela primeira vez depois de seu retorno à Fórmula 1. Com esta, quantas vitórias Lauda tem no total?"

Mas o que me chamava mais a atenção era o fundo musical que eles usavam nesse quadro. Um tema instrumental eletrônico, talvez tipo Vangelis, mas não era Vangelis. Jarre? Não. Alguma banda de progressivo? Não.

Meia hora atrás, depois de 38 anos de ignorância, finalmente esbarrei na música. Era esta aqui. "Choronzon", do Tangerine Dream, do LP "Exit" de 1981. Ou seja, pegaram uma música fresquinha saída do forno. E o responsável pelas trilhas lá na produção tinha bom gosto. Se alguém lendo isto se lembra desse quadro do Esporte Espetacular, veja se ativa a memória.


Ah, a propósito... a resposta certa da pergunta daquele dia era 18. Lauda chegou a 18 vitórias com aquela de Long Beach.

Só que a resposta que eles deram foi 16. Eles erraram! A Globo errou o gabarito! Argh!



domingo, 18 de novembro de 2012

Retroarmazenamento de Retrodados: Bernoulli Box

Eu me lembro que isto era anunciado direto nas Bytes e PC Magazines americanas nos anos 80. Olhem o TAMANHO da mídia! (Sim, isso é a mídia, não o drive!)



O sistema de funcionamento é baseado num efeito de mecânica dos fluidos, o Princípio de Bernoulli (daí o nome), pelo qual as cabeças de leitura e gravação são mantidas muito perto da mídia sem tocá-la graças ao fluxo de ar em alta velocidade.

Vídeo do bicho em ação. Mais informações aqui.



Agradecimentos a Mauricio Munuera pelo link.

domingo, 4 de novembro de 2012

Um mundo retrocomputacional desconhecido pela distância: da Austrália, o MicroBee

Guardadas as devidas proporções, esta empresa lá de Down Under (chamada originalmente de Applied Technologies e depois simplesmente MicroBee) era a Sinclair australiana. Este micro foi originalmente vendido em forma de kit, e logo depois, ao ganhar popularidade, pré-montado. Clique na foto para ver os detalhes na Mãe dos Burros:



Mas ora vejam vocês: esta empresa resolveu voltar dos mortos recentemente e relançou seu micro, mais uma vez em forma de kit, em formato dois-em-um ‐ vem com a placa-mãe Z80 compatível com o micro antigo, e uma modernosa com Coldfire MCF52259 que roda uClinux.



Custa A$ 399.00. Mas não se anime muito, porque (a) o dólar canguru vale até um tiquinho a mais que o dólar caubói, (b) eles só fabricaram 100 unidades, (c) a maior parte já foi vendida, e (d) a Austrália é longe pra meireles.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O Original e o Clone

Ainda no tema da minha participação no podcast Retrocomputaria...

O Daniel Campos do AMX Project conseguiu um LZ Color64, que vem a ser o clone de TRS-80 Color Computer fabricado pela empresa em que trabalhei nos idos de mil e novecentos e lá vai fumaça. Eu não via uma máquina dessas em pessoa há pelo menos 25 anos.



Fizemos um comparativo entre o visual do pai e o do filho bastardo. Como o Daniel suspeitava, o vídeo do Color64 tem algo de marca no reino da Dinapodre:



Antevejo uma intervenção de Tio Trucco avizinhando-se no horizonte. Não seria a primeira do gênero.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

As Águas

Há trinta anos, completava-se a destruição de Sete Quedas, alagada para a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Na época, Luís Fernando Veríssimo escreveu esta crônica. Lê-la foi como levar um soco na boca do estômago.

(Obrigado à Larissa, da comunidade LFV do Orkut, pela transcrição, e ao Lisias Toledo da turma retrocomputeira pelo scan.)

As Águas

Começou numa banheira na península do lago, em Brasília.

Uma senhora do primeiro escalão enchera uma banheira para um banho de espumas - era véspera de feriado nacional - e, quando fechou a torneira, a água não parou de jorrar. Quando o bombeiro chegou a água já alagara o banheiro e o quarto do ministro. E continuou a jorrar, apesar de todas as frenéticas providências do bombeiro. Invadiu a parte social do casarão. Empapou os carpetes. Passou para a rua. Correu para o lago.

O ministro só ficou sabendo quando chegou em casa e viu sua poltrona predileta, seus chinelos e seu cachorro boiando no jardim.

O que estava acontecendo?

* * *

No segundo dia, enquanto a água ainda jorrava misteriosamente da torneira do ministro, num apartamento de Brasília alguém pediu um pouco de água de sifão no seu uísque. O mordomo apertou a válvula do sifão. Saiu um jato tão forte que derrubou o copo de uísque. O sifão pulou da mão do mordomo.

Não parava mais de jorrar água do sifão. O sifão rodopiava no chão como um buscapé, espirrando água para todos os lados. As pessoas tiveram que fugir do apartamento alagado.E a água foi atrás. Escorreu pelas escadas. Ganhou a rua. Dirigiu-se, como um rio, para o lago. E o sifão rodopiando, expelindo água. Galões e galões de água gaseificada saíam da pequena garrafa.

Inexplicavelmente.

* * *

No terceiro dia, em outra casa da península do lago - enquanto a primeira torneira ainda jorrava e o sifão ainda cuspia água para todos os lados - as pessoas notaram que as paredes começavam a ruir. Primeiro foi só a umidade, coisa rara em Brasília. Depois gotas. Finalmente, torrentes de água descendo pelas paredes. A água acumulava-se no chão, corria para a rua, depois para o lago. Em pouco tempo a própria casa - uma mansão, embora do segundo escalão - foi erguida das suas fundações pelas águas e carregada para o lago, sob o olhar atônito dos seus ocupantes.

E ninguém sabia por quê.

* * *

No quarto dia - enquanto a torneira jorrava e o sifão rodopiava e das fundações da terceira casa brotava água aos borbotões - a notícia já se espalhara por todo o país e as explicações apareceram. Era óbvio que Brasília fora construída sobre um insuspeitado lençol de água que, por alguma razão, começava a aflorar. Mas como se explicava o sifão? E a torneira que continuava a jorrar mesmo sem água nos canos? E por que foi que naquele quarto dia a própria caixa d'água do Palácio começou a vazar, e a água a escorrer pelas paredes executivas, e a correr para a rua, e para o lago?

Ninguém sabia por quê. E veio o pânico.

* * *

No quinto dia - a torneira jorrando, o sifão golfando, a vertente borbotando, a caixa d'água transbordando - havia terror em Brasília. Ninguém ousava tomar banho ou abrir uma torneira ou uma garrafa. As autoridades advertiam: ninguém toque em água até que tudo se esclareça. Ninguém faça buracos no chão. Ninguém assoe o nariz. Ninguém urine. Ninguém... Mas um jardineiro, que não sabia de nada, foi visto encaminhando-se para a chave que fazia funcionar os dezessete "sprinklers" que regavam um gramado ministerial.

Antes que pudesse ser detido - "Meu Deus, segurem ele!" - acionou a chave.

E dezessete vulcões de água eruptiram no chão de Brasília. E as águas correram para o lago.

* * *

- Sete Quedas... - disse alguém sombriamente, no aeroporto, esperando uma desistência num dos vôos lotados que partiam para lugares mais secos.

- Como, Sete Quedas?

- Você não vê? O lago está subindo. Recebe água de cinco novas vertentes. Uma por dia. Faltam duas. Em uma semana o lago cobrirá Brasília. Como o lago de Itaipu cobriu as Sete Quedas.

- Bobagem.

- Retribuição...

E foi ver se seu nome estava mesmo na lista de espera.

* * *

No sexto dia, do centro da Catedral, como de um poço de petróleo, saiu um jorro de água que subiu quinhentos metros. Começou a evacuação da cidade.

* * *

Um profeta passeia de caiaque por entre as antenas de televisão, na peninsula submersa.

- Limpem, águas. Limpem tudo. Lavem a alma da república!

E as águas subindo.

* * *

No sétimo dia correram lágrimas dos olhos de bronze do Juscelino. Era a sétima vertente. Em pouco tempo o lago cobriu tudo. Equipes de salvamento ainda tentaram resgatar alguma coisa da fauna do lugar que não fugira a tempo. Um repórter político e um lobista foram encontrados agarrados ao corpo inchado de um cavalo que flutuava, e salvos. O chapéu do Brossard desapareceu num redemoinho.

* * *

Só os dois edifícios do Congresso ficaram de fora, como as chaminés de um navio afundado.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A strange auction. The only winning move is not to bid.

Que tal um computador igual ao usado pelo personagem de Matthew Broderick para hackear o Pentágono no filme WarGames, completinho da silva? À venda no eBay. E eles entregam no Brasil, pela pechincha de mil doletas! Tá de graça! =P



Meu chapa Jecel Assumpção Jr., que entende do riscado, dá o serviço completo:
O módulo azul é o computador em si - todo o resto são periféricos opcionais. Dentro do computador tem um barramento do tipo S-100 e uma enorme fonte de alimentação. A configuração mínima é com uma placa de processador (originalmente 8080, mas depois o Z80 ficou mais popular) que normalmente incluia um pouco de memória RAM (uns 256 bytes, por exemplo).

Para fazer qualquer coisa com esta configuração mínima, você tem que colocar um programa na RAM depois de ligar a máquina. Isso é feito pelo painel frontal, que tem as chaves que você mencionou e um monte de luzinhas. Você coloca o endereço desejado em algumas das chaves (em binário!!!) e o dado em outras e aperta um botão "grava" para escrever na memória. Você também pode ler qualquer posição de memória e executar programas passo a passo ou em velocidade normal. Ou seja: o painel frontal é uma implementação em hardware do "debug" do DOS.

Mesmo quem começou com uma configuração mínima logo comprou mais placas de expansão. Uma placa com um programa de boot em ROM combinado com um controlador de discos, por exemplo, torna desnecessário todo o trabalho que descrevi acima. Umas placas de expansão de RAM são necessáŕias para rodar programas sérios. O CP/M precisa de pelo menos 20KB, por exemplo. Uma placa de porta serial pode ser ligada a um terminal, e ai a entrada e saída passa a ser texto normal e não números binários. Uma alternativa é uma placa de vídeo interna, como nos PCs modernos.
A propósito: Não se fazem mais teclados como esse. :(

domingo, 30 de setembro de 2012

Da série "Jogo do Qual Ninguém Lembra Mas Existiu, Juro"

Outhouse para o TRS-80 modelo I/III (CP-500/CP-300/DGT1000/D8000 no nosso Brasil Varonil), depois portado para o Color Computer (vulgo CP400 e outros em Pindorama). Objetivo do jogo: seu disco voador tem que evitar que ladrões roubem todo o papel higiênico do seu banheiro externo ("casinha" ou, em inglês, "outhouse").

Cumequié? Sim, é isso mesmo que você acabou de ler. Taqui a prova em vídeo:



Sim, os anos 80 foram estranhos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Lembram da Reserva de Mercado em Informática?

Basileu Xilóforo, que sabe das coisas, lembra. O texto não foi tirado do blog dele, e sim do Orkut. Como textos em comunidades do Orkut são, digamos, voláteis, estou preservando as considerações do nobre colega aqui:
Como o assunto tem muitos antecedentes, conseqüências e ramificações, vou começar pela observação postada pelo recente “visitante”, deixando o resto para possíveis perguntas.
Fernando Collor, por exemplo - apesar de ter feito muitas coisas maravilhosas por nosso país, como acabar com o protecionismo no mercado de informática, que me permite usar um computador Core 2 Duo, em vez de um COBRA 0,5 microprocessador
A frase, mesmo curta, contém vários enganos gritantes. Para começar, relembra um argumento comum do PIG da época, usado para sensibilizar a classe média: o de que os microcomputadores vendidos no Brasil eram caros por causa da reserva de mercado, e deixaram de sê-lo quando Collor “acabou com a reserva”. Uma década depois, argumento similar seria usado para justificar a privatização das empresas de telecomunicações, procurando-se convencer o público de que os telefones, principalmente os celulares, eram poucos e caros porque as empresas do setor eram estatais.

Para começar, reserva de mercado e protecionismo não são a mesma coisa. O protecionismo existiu durante muito tempo para a maioria dos setores industriais, principalmente na forma de elevados impostos de importação e, em alguns casos, de proibição pura simples de importação de determinados produtos. A finalidade dele, em parte, era proteger indústrias instaladas no Brasil, mesmo em setores que eram praticamente dominados por multinacionais, como os setores automobilístico e eletro-eletrônico. Uma conseqüência positiva era a preservação do emprego nesses setores, mas, como sempre acontece, a conta era paga pelo consumidor, na forma de produtos mais caros do que os equivalentes alhures. Em parte, por outro lado, o protecionismo, contribuindo para reprimir as importações, ajudava a equilibrar as contas externas.

A principal ação do governo Collor, quanto a isso, foi baixar os impostos de importação, na maioria das áreas. O objetivo era combater a inflação, que se tinha tornado um problema maior que o desequilíbrio das contas externas. Quanto a estas, a aposta do governo Collor foi que não se desequilibrariam ainda mais, com a demanda por importações sendo limitada pela recessão trazida pelo Plano Collor. De fato, a dívida externa não disparou, mas a inflação também não foi contida.

A reserva de mercado em Informática ia além do protecionismo convencional. O conceito era de que não bastava proteger a indústria instalada no Brasil, mas era preciso proteger especialmente a tecnologia nacional, abrindo empregos não apenas de mão-de-obra operária, mas também ampliando as oportunidades para a engenharia nacional. Quando a reserva foi implantada, no início do governo Geisel, procurou-se aproveitar as lições aprendidas com sucessos então recentes nos setores de aeronáutica e telecomunicações (assuntos que também são interessantes, mas em que não vou me alongar no momento).

O agente inicial da reserva era a CAPRE, antecessor remoto da atual SEPIN (Secretaria de Política de Informática), hoje no MCT, mas, naquela época, no Ministério do Planejamento. Além das taxas de importação, que existiam para todos os setores da economia, a CAPRE devia aprovar as importações de bens de Informática e, para isso, estabeleceu regras que, em alguns setores, não permitiam a concorrência de produtos importados com aqueles produzidos no Brasil. Além nisso, nesses setores, as indústrias protegidas não eram aquelas simplesmente instaladas no Brasil, mas aquelas com controle de capital nacional. Os insumos, como placas e componentes, também deveriam ter a importação aprovada pela CAPRE.

A reserva funcionava de maneiras diferentes para diferentes setores. Os computadores de grande porte (mainframes) não estavam incluídos, e continuaram a ser vendidos normalmente. O setor onde ela teve mais repercussão foi o de minicomputadores, que, naquela época, ocupavam o espaço atual dos servidores de médio porte (considerando-se que as redes, na época, eram rudimentares). Nesse, além da reserva para empresas de controle nacional, a CAPRE controlava os contratos de transferência de tecnologia. A COBRA, empresa de controle estatal, foi autorizada a contratar tecnologia inglesa para computadores de controle de processos, destinados inicialmente a uso militar, e desenvolveu uma linha de computadores de uso comercial, baseada em tecnologia desenvolvida em universidades (o hardware na Poli-USP e o software na Informática da PUC do Rio). Três empresas privadas foram autorizadas a licenciarem tecnologia estrangeira. Note-se que essa categoria de computadores estava, em qualquer parte do mundo, acima da faixa de preço dos computadores pessoais, e era usada por empresas.

O caso dos microcomputadores era outro (lembrando, a propósito, que microprocessador é apenas o componente principal, não só dos microcomputadores, mas também de controladores embutidos, isto é, usados dentro de outros equipamentos e sistemas de qualquer natureza). Durante os anos 70, principalmente a partir da segunda metade, os microcomputadores de uso pessoal usavam microprocessadores de 8 bits, como os antigos Apple, Atari e Amiga. A montagem de um microcomputador desses estava ao alcance do hobbista individual, e, de fato, no Brasil como no resto do mundo, alguns desses hobbistas acabaram fundando empresas fabricantes de microcomputadores. Já nos anos 80 os microcomputadores de 16 bits passaram a dominar tanto o mercado de uso pessoal como parte do mercado de uso profissional. A restrição principal que a reserva de mercado impunha era de que esse setor era reservado para empresas de controle nacional, mas, não havendo necessidade de licenciamento de tecnologia de hardware, podia entrar no mercado qualquer empresa que satisfizesse a essa restrição. E, de fato, em poucos anos um número considerável de empresas nacionais entrou nesse segmento.

Os preços relativamente elevados em relação ao mercado internacional, no setor de microcomputadores, portanto, não decorriam de falta de competição no setor, mas do protecionismo que vigorava também em muitos outros setores, como o automobilístico, aberto às multinacionais e que, por sinal, recebeu alguns dos impropérios mais ruidosos do Collor. Decorriam, principalmente, das elevadas taxas de importação sobre os insumos do setor.

Quando Collor reduziu as taxas de importação e eliminou a reserva para empresas de controle nacional, já enfraquecida no governo Sarney, ela já tinha cumprido boa parte de seus objetivos de fortalecer a tecnologia nacional da área. Tanto é assim, que algumas das empresas que se desenvolveram à sombra da reserva continuam bem, obrigado. A COBRA, hoje controlada pelo Banco do Brasil, continua ativa. Meu laptop atual é da Itautec, uma das líderes do mercado de microcomputadores na época da reserva. Algumas empresas dos setores de sistemas embutidos, como controladores de sistemas de telecomunicações e de automação industrial, para as quais a reserva foi essencial inicialmente, sofreram mais com outros problemas de economia do que propriamente com o fim da reserva, nos anos 90. Algumas se associaram com multinacionais, mas o desenvolvimento de tecnologia no Brasil continua. As próprias multinacionais da área, como a Google e a IBM, passaram a ter divisões importantes de desenvolvimento no Brasil, coisa que não acontecia antes da reserva.

E esse sempre foi, pelo menos no entendimento de quem participou desse processo como integrante da comunidade acadêmica, o objetivo da reserva de mercado: abrir um espaço para a tecnologia, ou seja, para a inteligência nacional. O espaço para o capital nacional foi apenas um meio, não um fim.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Computadores d'Outrora: Encontro MSX no Rio

Velhos computadores não morrem: transformam-se em comunidades de retrocomputing! Assim como colecionadores de carros que tratam com todo carinho dos seus Aero-Willis e Simca-Chambords e se reúnem para trocar idéias e histórias, grupos de usuários veteranos (ou nem tanto) de Apple II, MSX, TRS-80, Amiga etc. fazem o mesmo com suas velhas e queridas máquinas.

No Brasil, a comunidade de retrocomputing mais ativa é, de longe, a de MSX. Neste próximo sábado, 26 de setembro, os MSXzeiros do Rio de Janeiro farão o seu segundo encontro do ano (!) no SESC de Engenho de Dentro, pertinho do Engenhão. Mais informações aqui. (Fonte: BR-Linux)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Este videoclipe tem no mínimo cinco Retro-Saudades.



















(Por algum motivo, o YouTube não deixa embutir o vídeo na página, então clique na imagem ou aqui.)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Fórmula 1 d'Outrora: A Renault de 1980

Comparem esta belezinha...

 

 ...com este monstrengo deformado. Triste.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Enfisema Hits: Breaking All the Rules (Peter Frampton)

O marquetchíngui do tabaco sabia seduzir a galera. A famosa série de anúncios dos cigarros Hollywood (sim, crianças, fabricantes de cigarros podiam anunciar na TV naqueles tempos!) é prova viva, e saudosa, disso. Vários pop & rock excelentes foram trazidos aos ouvidos brasileiros nos anos 80 por meio desta série. Sempre com imagens de esportes radicais.

Os religiosos dizem, não sem certa razão, que "o Diabo é sedutor". Relembrem a saudade nicotínica: